Crianças que veem, correm, ouvem,
Mas pena que não setem,
São duros tanto quanto as pedras mais polidas do universo
São imóveis, são o d___ , são o cansaço.
Em frente daquele material gelado e sem vida,
Que nunca os acaricia,
Posso não saber de muita coisa.
Mas sei que o que eu tive,
as crianças de hoje talvez não terão.
O segredo mais oculto,
O baú mais profundo,
Os sonhos mais secretos,
Os desejos mais confusos
As amizades mais ilusitadas,
Tudo o que já tive e hoje não tenho mais,
Por que hoje também eu sou uma prisioneira
Deste material tão frio e mórbito,
Que me acorrenta e me enforca, que não me deixa respirar
Este material que vejo todos os dias e passo horas a ve-lo.
Já me despedi de tudo que deixei,
E tenho certeza, de que não queria ter deixado-os...
0 comentários:
Postar um comentário